Entendo: a racionalidade, perto da pressão arterial, parece um estalo.
O amor que cai é também o amor que ergue, um fluxo e refluxo de algo definitivamente não definitivo.
O recorte do mundo numa figura de "eu mesmo" e inscrito nele o que ninguém consegue compreender.
Numa língua que nem é a sua, numa linguagem que nem a gente compreende. As figuras que ilustram a ação são mais distantes do que se imagina e por isso tanta diferença entre fluxo e refluxo.
Ora, desde sempre o amor foi uma contradição. Talvez seja melhor mesmo contradize-lo, se bem que dizer a favor pode ser mais bonito-recortado-idiota-lindo-infeliz-agudo-solene-perdido.
27.4.06
Pressão Arterial
25.4.06
O NADA INEXISTENTE
As vezes, quando acordo, sinto que adormeço.
Adormeço para mim, sinto que a imagem refletida toma conta.
A foto desaparece e o banco fica vazio.
Eu sei que não estou lá, mas não posso provar o contrário.
Nem a aquela que se faz possível como imagem, nem mesmo ela existe mais.
E o banco vazio também some, e o que resta?
Somente o suporte. Papel e mais nada. Nada além do papel.
Adormeço para mim, sinto que a imagem refletida toma conta.
A foto desaparece e o banco fica vazio.
Eu sei que não estou lá, mas não posso provar o contrário.
Nem a aquela que se faz possível como imagem, nem mesmo ela existe mais.
E o banco vazio também some, e o que resta?
Somente o suporte. Papel e mais nada. Nada além do papel.
21.4.06
Balas da Emboscada
_ Mas isto foi outro dia ainda.
_ Para mim faz muito tempo.
_ Foi semana passada.
_ Tempo é relativo.
_ Principalmente quando a conveniência fala mais alto.
_ Eu não sou dissimiluda.
_ Desculpe, é a minha loucura tomando conta. Quem sabe não faz tempo?
Não sei dizer.
_ Você não pode desculpar-se para sempre.
_ Ser errado é uma condição de proximidade ou de existência?
_ Não consegue enxergar o que fez?
_ Enxergar não é a questão.
_ O que é então?
_ De que adianta dizer, se isso a ofende?
_ Não aguento mais esse assunto.
_ Ciao.
_ Ciao.
_ Para mim faz muito tempo.
_ Foi semana passada.
_ Tempo é relativo.
_ Principalmente quando a conveniência fala mais alto.
_ Eu não sou dissimiluda.
_ Desculpe, é a minha loucura tomando conta. Quem sabe não faz tempo?
Não sei dizer.
_ Você não pode desculpar-se para sempre.
_ Ser errado é uma condição de proximidade ou de existência?
_ Não consegue enxergar o que fez?
_ Enxergar não é a questão.
_ O que é então?
_ De que adianta dizer, se isso a ofende?
_ Não aguento mais esse assunto.
_ Ciao.
_ Ciao.
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